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domingo, 9 de outubro de 2011

Chiquinho Pastor



Há um grande número de jogadores que seguem fervorosamente uma religião, ou por já serem religiosos antes de começar a carreira, por procurarem a fé para manter seu foco na carreira, ou até mesmo para buscar na fé esperanças de uma vida melhor. Existe até mesmo uma parcela de jogadores denominados "Atletas de Cristo". Dentre todos os atletas religiosos, nosso homenageado nesse post é o ex-zagueiro Chiquinho.  

Francisco Jesus Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, em 1946. Começou sua carreira no Botafogo e ganhou o apelido de Chiquinho Pastor pelas comuns pregações religiosas que fazia dentro dos vestiários antes dos jogos. Pelo clube alvinegro apesar de ser campeão diversas vezes pelos times das categorias de base do clube, profissionalmente conquistou apenas uma Taça Guanabara e uma Taça Brasil. 

No ano de 1972 transferiu-se para o Mengão, onde atingiu sua melhor fase, conquistou seus maiores títulos e o status de zagueiro xerife. Atuou com Reyes, Rodrigues Neto, Liminha, Doval entre outros grandes nomes que defenderam o clube na década de 70. Chiquinho também teve a honra de acompanhar de perto o inicio de carreira do maior de todos, Zico. 

Fez 108 partidas vestindo o Manto Sagrado, sem ter marcado nenhum gol. Foi Campeão Carioca em 1972 e 1974 . Seu alto rendimento no Flamengo lhe rendeu a convocação para a Seleção Brasileira pelo técnico Zagallo, que acreditava muito em Chiquinho, chegando a apontá-lo como um dos maiores zagueiros do mundo. Em 1973 realizou duas partidas, contra Argélia e Bolívia, mas não conseguiu se firmar no time canarinho. 

Saiu do clube em 1974 para jogar no Grêmio, e retornou ao Botafogo em 1975, onde encerrou sua carreira. Após se aposentar Chiquinho se dedicou à vida religiosa, chegando a se tornar vice-presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, sendo um dos responsáveis pela expansão da mesma na Angola e em todo o continente africano. 

Em 2010, com 63 anos de idade, Chiquinho sofreu uma forte torção no joelho e teve que iniciar tratamento, mas seu quadro evoluiu para uma infecção generalizada que não pode ser revertida, e o ex-zagueiro faleceu. 

Chiquinho é um dos Heróis do Mengão!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Reyes, o paraguaio pura simpatia



Aproveitando o embalo da primeira vitória do Mengão pela Copa Sul-Americana, nada melhor do que falar de um jogador sulamericano que marcou época no clube, o zagueiro Reyes, conhecido como o paraguaio pura simpatia, Campeão Carioca de 1972.

Francisco Santiago Reyes Villalba nasceu em Assunção, no ano de 1941. Começou sua carreira no Olímpia - PAR, em 1961, jogando como meio-campista. Logo foi deslocado para a zaga, onde se destacou, sendo Campeão Paraguaio em 1962 e 1965. Foi convocado para jogar pela Seleção do Paraguai, fazendo treze jogos no período de 1961 a 1966. Saiu do clube paraguaio em 1967, quando foi contratado pelo Flamengo. Vestiu o Manto Sagrado de 1967 à 1973, em 196 partidas, sendo o quinto estrangeiro com mais jogos pelo clube. Marcou sete gols.

Reyes se destacava fora dos campos através da simpatia com que tratava os torcedores. Dentro de campo era um símbolo da raça paraguaia, fato que logo o elevou ao status de ídolo do clube, mesmo tendo marcado um gol contra em uma derrota decisiva para o Fluminense.

Zagueiro de estilo clássico, com ótimo senso de cobertura, Reyes antecipava-se com perfeição e raramente fazia faltas. Por ser forte, era imbatível no jogo de corpo. Além disso, tinha excelente domínio de bola e sabia sair jogando muito bem, característica herdada da época de meio-campo.

Reyes foi o vencedor da primeira Bola de Prata, prêmio da revista Placar, em 1970, sendo considerado o melhor quarto zagueiro do Torneiro Roberto Gomes Pedrosa daquele ano. É considerado por muitos rubro-negros mais antigos como o segundo melhor zagueiro da história do clube, atrás apenas de Domingos da Guia.

Retornou ao Olímpia em 1973, sendo novamente Campeão Paraguaio em 1975. Reyes teve sua carreira encerrada precocemente, pois faleceu em 1976, vítima de leucemia.

Reyes é um dos Heróis do Mengão!

domingo, 7 de agosto de 2011

Hélcio, o último grande zagueiro da época do amadorismo


Assim que chegou ao Brasil o futebol era bastante diferente do que é hoje. Os jogos eram vistos como espetáculos, e a "platéia" ia assistir aos jogos de uma forma completamente diferente de hoje. Era a época do futebol amador, onde a maioria dos jogadores eram estudantes, ou trabalhadores "normais", e não pensavam em fazer carreira como jogador de futebol.

Foi nesse período que jogou Hélcio, o último grande zagueiro rubro-negro da época do amadorismo. Jogou pelo Flamengo de 1924 até 1931, num total de 141 jogos, onde marcou 6 gols. Pelo clube conquistou o Campeão Carioca em 1925 e 1927.

Hélcio de Paiva nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1903. Fez sua estreia pelo clube no dia 7 de Setembro de 1924, na vitória por 4 x 0 sobre o Vila Nova-MG. Bom no desarme e no jogo aéreo, Hélcio também era muito eficiente com a bola nos pés. Seu bom desempenho com o Manto Sagrado lhe garantiu uma passagem pela Seleção Brasileira entre 1925 e 1928, num total de cinco jogos. Disputou com a amarelinha o Campeonato Sul-Americano em 1925.

Um fato curioso sobre Hélcio fica por conta dos seus gols marcados, pois apesar de ser um grande zagueiro era um pouco "pé-frio". Sempre que marcava gols o Flamengo não vencia. Seu primeiro gol foi no empate por 2 x 2 com o Syrio e Libanês (RJ), no dia 18 de Julho de 1926. Marcou em 2 empates e 4 derrotas, sendo que dos seus 6 gols pelo clube, dois gols foram marcados contra o Bangu e outros dois contra o São Cristóvão.

Como muitos jogadores na época, Hélcio se afastou do futebol com a chegada do profissionalismo. Seguiu sua carreira e entrou para a lista de grandes zagueiros que passaram pelo Flamengo.

Hélcio é um dos Heróis do Mengão!

domingo, 17 de julho de 2011

O Gigante de Pedra


Domingo sem Mengão não é domingo. Devido ao jogo do time Canarinho a partida do Mengão foi adiada. A maioria dos flamenguistas não esta ligando muito para o time verde-amarelo, e talvez um dos motivos seja a falta de um representante do clube nessa atual equipe brasileira. Azar da CBF e do Mano, e sorte nossa que não ficaremos desfalcados. Apesar do pouco interesse pelo time Canarinho, tenho uma pergunta a você leitor do blog: sabe quem foi o primeiro jogador do Flamengo a ser convocado para a Seleção Brasileira? Acertou quem disse Píndaro!

Em 1914, a Federação Brasileira de Sports, antecessora da CBF, reúne pela primeira vez jogadores das principais equipes do Rio e de São Paulo, montando a primeira Seleção Brasileira da história, para um amistoso contra o Exeter City, da Inglaterra. Píndaro e Nery, que formavam a mais forte dupla de zaga do Brasil na época, tiveram a honra de serem os primeiros jogadores do Flamengo a defenderem o time canarinho. Píndaro fez onze jogos no time Canarinho. Ao pendurar as chuteiras, o zagueiro ainda se tornaria treinador da Seleção, disputando a Copa do Mundo de 1930. Como jogador foi Campeão da Copa Roca, em 1914, e da Copa América, em 1919. 

Píndaro de Carvalho Rodrigues, nasceu em São Paulo, no ano de 1892. Foi ao lado de Nery e Borgerth um dos fundadores do time de futebol do clube. Presente na primeira partida disputada pelo Flamengo, Píndaro esteve no clube de 1912 a 1922, disputando ao todo 82 partidas e marcando três gols. Pelo clube foi quatro vezes campeão Carioca, sendo Bicampeão em 1914/15 e Bicampeão em 1920/21. 

Píndaro era um zagueiro-central alto e forte, que tinha uma grande impulsão e usava seu vigor físico para se impor aos adversários. Suas características, somadas a sua forte liderança, lhe renderam o apelido de "Gigante de Pedra". A fama de Píndaro é impressionante se analisarmos que na sua época o futebol era muito ofensivo, onde as equipes atuavam normalmente com no mínimo quatro jogadores no ataque. Dessa forma pouquíssimos defensores conseguiram se sobressair nessa época de futebol amador. 

Píndaro começou a jogar futebol no Fluminense, em 1910, sendo titular da equipe campeã Carioca de 1911. Foi um dos jogadores que ficaram insatisfeitos com a ground committee, espécie de comissão técnica da época, após a barração do atacante Alberto Borgerth. Integrou o grupo de oito jogadores que abandonaram o tricolor e criaram o Departamento de Esportes Terrestre do Flamengo, em dezembro de 1911. 

Em 1912, o Flamengo estreia sua equipe de futebol com Píndaro entre os titulares que golearam o Sport Club Mangueira por 16x2. No primeiro Fla-Flu, apesar do time perder por 3x2, o jogo é especial para Píndaro, pois marca o primeiro gol de um zagueiro pelo clube. 

Após chegar perto do título em 1913, o Mengão finalmente conquista o título Carioca, em 1914. O adversário direto pelo título é o América, que foi derrotado em dois jogos muito disputados, que no final acabariam decidindo a competição. Em uma dessas partidas, Píndaro seria decisivo. O América vencia por 1x0, e o Flamengo partia com todos os jogadores para o ataque em busca do empate. Esse ímpeto ofensivo do clube já havia nos custado algumas derrotas e viradas que impediram a conquista do primeiro título. Até que numa bola alçada na área, Píndaro marca o gol de empate, que acabou abrindo caminho para a virada por 2x1. 

Píndaro viria a conquistar o Bicampeonato Carioca em 1915, e jogaria pelo clube até 1919, quando larga os gramados para exercer a profissão de médico sanitarista da Prefeitura do Distrito Federal, na época o Rio de Janeiro. 

Em 1920, o Flamengo lidera o Campeonato Carioca, mas perde os zagueiros Burgos e Antonico por lesão. O time não tinha mais nenhum zagueiro para colocar em campo. Numa época em que os jogadores não eram tão versáteis, e não existiam as categorias de base para recorrer, o clube recorre a um dos seus antigos heróis, o aposentado Píndaro, que aceita o convite na hora, entusiasmado com a possibilidade de defender mais uma vez o Manto Sagrado. Mesmo sem ter feito um único treino, Píndaro comanda a defesa como nos anos anteriores. O Flamengo vence o Palmeiras-RJ por 5x0, e seguiria no caminho para conquistar o título carioca. Após cumprir sua missão, Píndaro volta ao trabalho de médico. Viria a disputar mais algumas partidas pelo clube, sendo sua despedida oficial em 1922. O Gigante de Pedra faleceu em 1965, no Rio de Janeiro.

Píndaro é um dos Heróis do Mengão!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pavão



É comum vermos jogadores cujo apelido é um nome de animal, e através desse apelido este jogador acaba sendo conhecido no meio futebolístico. Pato e Ganso, hoje titulares do time Canarinho, são alguns exemplos. 
O Flamengo também tem o seu representante da fauna brasileira. Enganou-se quem acreditava se tratar do paraguaio César "El Tigre" Ramirez, campeão da Copa do Brasil de 2006. Trata-se de Pavão, ídolo do Mengão, que no clube viveu seus dias de glória e marcou época sendo um dos principais atletas na conquista do segundo Tricampeonato Carioca em 1953/54/55. Além dos títulos, deixou seu nome marcado na história rubro-negra através do famoso samba composto por Wilson Batista, Samba Rubro-Negro, em que o músico cita os craques da equipe: "O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão. Eu já rezei pra São Jorge pro Mengão ser campeão".

Pavão,cujo nome real era Marcos Cortez, foi um zagueiro-central que nasceu em Santos, em 1929, e começou sua carreira de jogador na Portuguesa Santista, no começo dos anos 50. Em 1951, transfere-se para o Flamengo, onde fica até 1959, fazendo 348 jogos pelo clube e cinco gols. Conquistou um total de 19 títulos, sendo o mais importante a conquista do Tricampeonato Carioca 1953/54/55. O sucesso no clube lhe rendeu uma passagem pela Seleção Brasileira, onde conquistou a Taça Oswaldo Cruz, em 1955.

Sua estréia com o Manto Sagrado aconteceu no dia 18 de março de 1951, na vitória por 4 a 2 sobre o São Paulo em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo. Em seus dois primeiros anos como jogador do Flamengo não obtém conquistas expressivas, mas durante esse período inicia-se a formação do time que conquistaria o segundo Tricampeonato Carioca em 1953/54/55, com a chegada de jogadores como Garcia, Joel, Rubens, Dequinha e Biguá.

Pavão inclusive é responsável direto por essa conquista, pois no terceiro jogo da final de 1955 contra o América, onde o clube precisava vencer por três gols de diferença para ser campeão, além de cumprir com sua função defensiva, quando o placar do jogo ainda estava 3 a 1, se aventurou no ataque e arriscou de longe um violento chute que acertou a trave. Na sequencia do lance Evaristo de Macedo pegou o rebote e Dida marcou, garantindo o título para o Mengão.

Em 1959, Pavão voltou para sua cidade natal e passou a defender o Santos. Existe uma lenda de que o Santos ainda deve para o Mengão até hoje uma quantia da compra do seu passe. Pelo clube santista conquistou o título do Torneio Rio-São Paulo de 1959, e o bicampeonato paulista em 1960/61, jogando ao lado de Pelé. Pavão não chegou a participar das conquistas internacionais do clube, pois encerrou sua carreira profissional em 1962, antes dessas competições. O ex-jogador morreu em 2006, vitima de cirrose.

Pavão é um dos Heróis do Mengão!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Newton Canegal



Qualquer rubro-negro que acompanhe os jogos do Mengão sabe que nossa atual zaga não passa nenhuma segurança. Todos os zagueiros do elenco transmitem esse sentimento, nem mesmo Ronaldo Angelim, herói da conquista do Hexacampeonato Brasileiro em 2009, é unanimidade entre a torcida. Falta um zagueiro que assuma o papel de Xerife da zaga, transmitindo segurança aos companheiros e para a torcida. Como foi Newton.

Newton foi um zagueiro que conquistou um total de 16 títulos pelo clube, sendo os mais importantes o Campeonato Carioca de 1939 e o Tricampeonato Carioca de 1942/43/44, quando formou com Jurandir e Domingos da Guia uma das melhores zagas da história do clube. Participou também da campanha do Torneio Rio-São Paulo de 1940, título que o clube luta atualmente pelo reconhecimento da CBF. Disputou 389 jogos pelo clube e fez apenas um gol, na goleada de 6x1 sobre o São Cristóvão, em 21/10/1945. Além disso, foi técnico das categorias de base e comandou o time principal em 8 partidas.

Newton Canegal nasceu no Rio de Janeiro em 1917. Iniciou no futebol jogando pelo Tijuca, um clube de estudantes. No ano de 1936 jogou pela Portuguesa, de onde saiu em 1938 para o Bonsucesso. Vem para o Flamengo, em 1939, contratado a pedido de Flávio Costa, e fica no clube até 1952, ano em que se aposenta do futebol.

Na época de sua contratação, o clube vivia um jejum de títulos cariocas, e Newton é contratado graças à nova política do presidente José Bastos Padilha de abrir as portas do clube a jogadores negros. Assim, jogadores como Domingos da Guia, Médio, Jarbas, Leônidas e o próprio Newton são contratados. Com um time mais forte e dirigido pela primeira vez pelo técnico Flávio Costa, o Mengão foi Campeão Carioca com uma rodada de antecedência, no que se tornou o primeiro título levantado no estádio da Gávea.

Quando Flávio Costa o trouxe do Bonsucesso, dizia que o considerava o único zagueiro capaz de substituir Domingos da Guia, cujo estilo de jogo era bem semelhante. Assim que Domingos da Guia sai para o Corinthians, Newton passa a ser o seu substituto como referência na zaga, papel que faz sem comprometer.

As boas atuações com o Manto Sagrado levaram Newton até a Seleção Brasileira, disputando a Copa América em 1945 e 1946. Pela Seleção ganhou a Copa Roca em 1945.

Assim que deixa o futebol, Newton começa a treinar os juvenis e auxiliar o treinador Flávio Costa no time profissional. Em 1965, dirige durante um mês e meio a equipe principal, de 25/07/1965 até 18/08/1965, antes da chegada do treinador Renganeschi, que viria a ser o técnico campeão naquele ano. De 28/05/1971 até 10/06/1971, tem nova oportunidade no comando do time principal, sendo nessa passagem técnico junto com Modesto Bria. Apesar das duas oportunidades, Newton Canegal dizia que sua preferência era ser assistente, auxiliando o técnico. No total de suas passagens como técnico, foram oito jogos, sendo 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota.

Newton morreu em 2003 de insuficiência cardíaca aos 85 anos. Ele lutava contra o Mal de Parkinson e deixou quatro filhos.
 
Newton Canegal é um dos Heróis do Mengão!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O raçudo Jadir

Jadir demonstrando toda a sua raça em disputa de bola.
Jadyr Egídio de Souza, nascido em São Paulo no ano de 1930, foi um quarto-zagueiro que marcou época defendendo o Flamengo entre os anos de 1952 e 1962, período em que entre outros títulos, conquistou o segundo Tricampeonato Carioca da história do clube em 1953/54/55 e o Torneio Rio-São Paulo de 1961. Atuou em 501 jogos pelo clube, sendo o 9° jogador com maior número de partidas pelo clube, e marcou 8 gols.

Apesar de ser paulista, começou a sua carreira no Flamengo. Aos 22 anos de idade estreia como profissional num time que tinha grandes nomes como Zagallo, Dequinha e Jordan, tendo a ingrata tarefa de substituir o paraguaio Modesto Bria, ídolo do clube que havia se aposentado. Jadir era um zagueiro forte, raçudo e eficiente no jogo aéreo, sendo conhecido pelo seu empenho exagerado dentro de campo. Era um marcador duro, apesar de jamais ser desleal com os adversários, sendo um dos grandes representantes da famosa Raça rubro-negra.

Apesar de ter estreado em 1952, é apenas no ano seguinte que vem seu primeiro título de expressão, o Campeonato Carioca de 1953, formando com Dequinha e Jordan uma linha defensiva intransponível pelos adversários. Após esse título sucederiam os campeonatos de 1954 e 1955, que representariam o segundo Tricampeonato Carioca do clube. As boas atuações de Jadir o levariam até a Seleção Brasileira, onde atuou por seis jogos entre os anos de 1957 e 1961, sem marcar nenhum gol.

Depois de dez anos defendendo o Manto Sagrado, Jadir se transfere para o Cruzeiro, mas acaba fazendo apenas uma única partida pelo clube mineiro. Acaba posteriormente assinando com o Botafogo, onde conquista o Campeonato Carioca de 1962. É pelo clube alvinegro que encerra a sua carreira de jogador, no ano de 1963, com 33 anos de idade. Já depois de pendurar as chuteiras, Jadir vem a falecer no ano de 1977.

Jadir é um dos Heróis do Mengão!